O líder, como qualquer outra pessoa, tem a tendência de agir como se tudo orbitasse à sua volta. E isso não se refere apenas ao indivíduo que interfere na liberdade da equipe em fazer o trabalho do seu jeito. Mesmo quando atribui uma tarefa a um membro da equipe, por exemplo, o líder tem a certeza de que está tomando a decisão certa e de que todos compreendem claramente as suas intenções.
Se, por um lado, não deixar os membros da equipe realizar o seu trabalho com liberdade torna-se um ato egoísta e devastador, por outro lado, o mesmo dano é causado quando os líderes impõem sua vontade. De fato, o poder é sedutor e uma tentação para um comportamento corrupto e impiedoso.
Em muitos casos, o poder que um líder ostenta cada vez que ingressa em seu ambiente de trabalho é compatível com a impotência que os seus liderados sentem.
Quando existe um vazio na empatia associada ao poder e na interação entre líderes e liderados, sérias consequências podem sobrevir, como a omissão diante do sofrimento ou a insatisfação e até o stress das pessoas que fazem o trabalho acontecer.
Muito líderes, quando mais sobem ao topo da carreira, menos empatia sentem pelo sofrimento de pessoas competentes que ficam sem oportunidade de também mostrarem seu potencial e ficam presas ao desprezo, indignidade e autorrecriminacao.
Em muitos casos os líderes podem não ser capazes de se identificar plenamente com as pessoas que lideram. E ainda que estes líderes tenham passado por pressões e situações difíceis no início da carreira, essas memórias inevitavelmente e sutilmente desaparecem.
Um exemplo dessa realidade visceral se manifesta quando os líderes submetem, propositalmente, os membros de sua equipe a situações extremamente difíceis.
O egocentrismo limita a nossa habilidade de levar em consideração o ponto de vista alheio – ou, a nossa capacidade de “estar na pele do outro”. Em consequência dessa limitação, os líderes preferem viver na “bolha” que constroem para si mesmos e assim não compreendem plenamente as palavras e reações dos integrantes de sua equipe.
Concentrar-se nos membros de sua equipe, livrando-se de suas nocivas tendências egocêntricas, é o caminho apropriado para o líder que almeja eficiência na sua carreira e o sucesso da sua equipe. Um ditado dos índios hopi reflete muito bem essa questão: “Um dedo sozinho não consegue pegar nem um grão de areia”.
Texto do Pastor Manassés Guerra, professor do Centro de Treinamento Bíblico Rhema Brasil / Fonte: verbodavida.org.br
Muito se tem falado neste tempo sobre lealdade. Lealdade que se deve a um grupo, lealdade que se deve a um líder. Alguns chegam a ir para o mais extremo possível sobre assunto.
Me pergunto se não seria mais fácil e até menos suscetível ao erro ensinar sobre lealdade a bíblia, lealdade a palavra, pois uma vez que se ensina sobre isso e o liderado aprende, decidindo assim colocar em prática, o líder que anda correto não teria problema algum em relação a qualquer tipo de deslealdade. Se um liderado ensinado e leal a palavra, antes de tomar qualquer atitude em relação ao seu líder, procurar nas escrituras o como fazer e a correção ou repreensão do que pensa em fazer, este seria mais leal e correto para com o seu líder do que qualquer outro.
Penso que a questão que está levando muitos líderes cristãos a ensinarem sobre a lealdade a si próprio e não sobre a lealdade ao que diz a bíblia, é que ele sabe que a bíblia é uma espada que corta para os dois lados, ele sabe que há uma fatia considerável, quando o assunto é submissão e autoridade, que diz respeito ao líder, ao que ele deve fazer, as suas responsabilidades, e muitos preferem não ficar vulneráveis, expondo suas fraquezas e falta de compromisso com a sua parte no que diz a palavra. Preferem colocar seus liderados debaixo de um peso os ensinando apenas como eles devem agir os honrando.
Submissão e autoridade, lealdade, honra são princípios que devem ser ensinados e tratados em uma via de mão dupla. Ambas as partes tem as suas implicações e importâncias.
Vamos ser todos leais a palavra. Isso basta para que todos andemos em harmonia em qualquer questão. A palavra sempre será suficiente!
I Samuel 12
16 "Agora, preparem-se para ver este grande feito que o Senhor vai realizar diante de vocês! 17 Não estamos na época da colheita de trigo? Pedirei ao Senhor que envie trovões e chuva para que vocês reconheçam que fizeram o que o Senhor reprova totalmente, quando pediram um rei".
18 Então Samuel clamou ao Senhor, e naquele mesmo dia o Senhor enviou trovões e chuva. E assim todo o povo temeu grandemente o Senhor e Samuel.
No livro de I Samuel capítulo oito, lemos sobre o momento onde o povo de Israel reivindica a Samuel um Rei pada si. Então Samuel ora ao Senhor, que lhe diz que o povo o estava rejeitando como rei, mas pede a Samuel que conceda ao povo o que eles estavam querendo.
No Capítulo doze, no trecho que destacamos acima, Samuel mostra ao povo que não era a vontade de Deus que houvesse um rei governando Israel. Para que o povo soubesse disso, ele pede um sinal e isto acontece no mesmo dia, fazendo com que todo o povo temesse ao Senhor.
Acompanhe o que a bíblia diz sobre a criação do homem em Gênesis 1.26-28:
"Então disse Deus: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. DOMINE ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão".
27 Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
28 Deus os abençoou e lhes disse: "Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! DOMINEM sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra".
Este texto de Gênesis nos fala sobre a criação do homem e suas atribuições dadas pelo seu criador. Deus fez o homem de maneira admirável, o fez como ele mesmo, o criou a sua própria imagem e semelhança, e o disse com que propósito o estava criando. O homem foi feito a imagem e semelhança de Deus para governar, mas este governo estabelecido por Deus seria sempre em relação a coisas e nunca em relação a pessoas. Deus diz para o homem dominar sobre toda a sua criação, mas ele nunca disse que o homem deveria exercer domínio sobre outro homem.
Eu creio que, assim como aconteceu em I Samuel, nunca foi a vontade de Deus que houvesse alguém que tomasse o seu lugar no governo de homens. O povo de Israel pediu por alguém que o pudesse governar e Deus reprovou o pedido, mas concedeu aquilo que era a vontade do povo. Mas e os grandes homens que estavam a frente de multidões que passaram pela bíblia até chegar este momento de I Samuel?! Antes de reivindicar um Rei, existiram para o povo homens que defendiam e resolviam questões ligadas ao bem estar deles e líderes que os direcionavam a vitória.
Existe uma grande diferença entre exercer liderança e exercer domínio ou governança. O líder é aquele que influencia um grupo, é aquele que faz primeiro e por ser admirado pelos seus feitos, aglomera seguidores que querem ser como ele é. O governante é aquele que fazendo ou não, manda para que outros obedeçam.
Existem muitos líderes que não estão conseguindo exercer bem sua liderança porque estão querendo exercer um mandado sobre outros, quando deveria estar fazendo e influenciando outros. Jesus é nosso maior exemplo. Ele serviu primeiro, exercendo influência e seu número de seguidores não para de crescer.
Quero honrar um amigo que se aplica muito a esse texto. Tiago Guedes, da Igreja Batista da Lagoinha, líder do Ministério Inconformados e da ONG Instituto Inconformados. Tiago é um líder que faz, e consegue manter uma equipe com ele pela sua influência. Neste sentido, um exemplo de liderança. Saiba mais em http://inconformados2009.blogspot.com/
Foi publicado também em gospelmais.com.br
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