No salmo 103:10, o salmista declara que o Senhor não nos trata conforme os nossos pecados e nem nos retribui segundo os nossos erros. Se fossemos analisar este texto sem levar em conta o conteúdo da bíblia, poderíamos pegar essa passagem e fazer dela uma licença para praticarmos quaisquer coisas que viessem a nossa mente ou desse vontade, sem parar para pensar nas consequências, afinal, o Deus que está por trás de todas as coisas não levaria em consideração aquilo que teríamos feito e nunca nos retribuiria conforme nossos mal feitos.
Em gálatas 6:7 nós lemos: "Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear isso também colherá". Agora parece que Paulo traz um outro ensino que vai contra o que o salmista diz no primeiro texto citado, pois ao lermos este texto, podemos pensar que o Deus bonzinho do primeiro, abriu mão de sua bondade para agora nos punir de acordo com aquilo que fazemos. É claro que Deus não mudou. A questão é que tudo aquilo que diz respeito as nossas consequências, temos uma mania "adâmica" de tentar atribuir a Deus, até mesmo aquelas que ele nunca desejou ou influenciou para que fizéssemos.
A primeira passagem não anula a segunda e vice-versa. Na primeira lemos sobre algo a respeito do caráter de Deus, e na segunda nós lemos a respeito de algo que foi instituído por Deus, e uma vez instituído, seu funcionamento, bem como as consequências dependem exclusivamente de nós. A bíblia nunca se anula, se contradiz, ela se complementa.
Deus estabeleceu uma lei que se chama "Lei da Semeadura", onde aquilo que você plantar, é certo que colherá, ou seja, ele estabeleceu algo que seria uma maneira com a qual você poderia crescer e receber bons frutos por sua conta própria, mas se você pega esse recurso e o usa para o plantio e colheitas de coisas desagradáveis, não é um problema mais de Deus. Entenda, o princípio foi criado por Ele, mas a maneira como ele vai funcionar e responder dependerá somente de nós.
Então, podemos entender que realmente naquilo que depende de Deus, nós nunca seremos tratados de acordo com nossos erros, pois Deus é amor. Se Ele fosse nos tratar exatamente como merecíamos, estaríamos fritos, não teríamos sido apresentados a graça, que é justamente esse favor imerecido. Mas o fato de entendermos isso não nos dá a autorização para fazermos o que quisermos, cometermos erros e acharmos que estaremos livres de consequências, pois é certo, aquilo que plantarmos determinará o que mais tarde colheremos.
Plante o bem, plante fidelidade, Plante amor e se prepare para a colheita. É certa!
Muitas pessoas oram a Deus, creem que foram ouvidas e por vezes não entendem porque ainda não foram atendidas. Elas perguntam: “porque a bênção não vem logo?” É possível que uma das respostas esteja neste texto, leia com atenção: “Não os expulsarei num só ano, pois a terra se tornaria desolada e os animais selvagens se multiplicariam, ameaçando vocês. Eu os expulsarei aos poucos, até que vocês sejam numerosos o suficiente para tomarem posse da terra (Ex 23.29,30)”
Nesta passagem Deus está dizendo que dará vitória sobre os inimigos do povo, mas não fará isso rapidamente. Isso porque se o povo não tivesse número suficiente para ocupar a terra ela ficaria desolada e animais poderiam se multiplicar. Ou seja, sem gente a terra ficaria abandonada e não daria sustento para os mesmos e daria espaço para que animais pudessem destruir o povo em menor número.
O crescimento do povo para a bênção era fundamental para Deus abençoar o povo. Por isso, Deus lhe chama hoje a crescer, não na questão numérica como foi com esse povo, mas em maturidade. O Senhor lhe chama não apenas a clamar a respeito de uma vitória, mas crescer para viver a bênção.
Muitos desejam a bênção, mas não se preparam para cuidar da bênção. Querem carros sem saber dirigi-los. Quantas pessoas, por exemplo, pedem para ter relacionamentos amorosos, mas não estão amadurecendo para tanto. Recebem o que desejam, mas não sabem cuidar da “terra” que receberam. Uma vitória sem crescimento pessoal pode deixar a “terra da vitória desolada.”
Se o Senhor desse a terra sem o crescimento do povo, animais poderiam se desenvolver nessa terra e seriam ameaças para eles. Quando não amadurecemos permitimos que situações futuras nos machuquem e assim não desfrutamos da bênção que recebemos. Deus é muito bondoso para não lhe abençoar com algo que vai lhe destruir. Uma faca é ótima para cortar alimentos, mas seria um perigo na mão de uma criança de três anos. Nenhum bom pai daria uma faca nas mãos de uma criança dessa idade. Pois, o que é bom sem amadurecimento pode ser a morte.
Para crescer ocupe-se em buscar primeiro o Reino de Deus. Procure antes de tudo amar a Deus. Pois todas as outras coisas serão acrescentadas e todas as coisas contribuirão para o seu bem (Mt 6.33; Rm 8.28). Esses dois versículos nos falam de bênçãos que virão se simplesmente amarmos a Deus e buscarmos o seu Reino acima de tudo.
Muitas bênçãos de Deus não virão apenas pela oração, mas pela maturidade. Pare de ser impaciente e reclamar. O Senhor está no controle. Amadureça, cresça e você verá que a bênção não demorou e sim que ela chegou na hora certa.
Drummond Lacerda é professor do Seminário Teológico Carisma, BH
Fonte: lagoinha.com
Nesta passagem Deus está dizendo que dará vitória sobre os inimigos do povo, mas não fará isso rapidamente. Isso porque se o povo não tivesse número suficiente para ocupar a terra ela ficaria desolada e animais poderiam se multiplicar. Ou seja, sem gente a terra ficaria abandonada e não daria sustento para os mesmos e daria espaço para que animais pudessem destruir o povo em menor número.
O crescimento do povo para a bênção era fundamental para Deus abençoar o povo. Por isso, Deus lhe chama hoje a crescer, não na questão numérica como foi com esse povo, mas em maturidade. O Senhor lhe chama não apenas a clamar a respeito de uma vitória, mas crescer para viver a bênção.
Muitos desejam a bênção, mas não se preparam para cuidar da bênção. Querem carros sem saber dirigi-los. Quantas pessoas, por exemplo, pedem para ter relacionamentos amorosos, mas não estão amadurecendo para tanto. Recebem o que desejam, mas não sabem cuidar da “terra” que receberam. Uma vitória sem crescimento pessoal pode deixar a “terra da vitória desolada.”
Se o Senhor desse a terra sem o crescimento do povo, animais poderiam se desenvolver nessa terra e seriam ameaças para eles. Quando não amadurecemos permitimos que situações futuras nos machuquem e assim não desfrutamos da bênção que recebemos. Deus é muito bondoso para não lhe abençoar com algo que vai lhe destruir. Uma faca é ótima para cortar alimentos, mas seria um perigo na mão de uma criança de três anos. Nenhum bom pai daria uma faca nas mãos de uma criança dessa idade. Pois, o que é bom sem amadurecimento pode ser a morte.
Para crescer ocupe-se em buscar primeiro o Reino de Deus. Procure antes de tudo amar a Deus. Pois todas as outras coisas serão acrescentadas e todas as coisas contribuirão para o seu bem (Mt 6.33; Rm 8.28). Esses dois versículos nos falam de bênçãos que virão se simplesmente amarmos a Deus e buscarmos o seu Reino acima de tudo.
Muitas bênçãos de Deus não virão apenas pela oração, mas pela maturidade. Pare de ser impaciente e reclamar. O Senhor está no controle. Amadureça, cresça e você verá que a bênção não demorou e sim que ela chegou na hora certa.
Drummond Lacerda é professor do Seminário Teológico Carisma, BH
Fonte: lagoinha.com
Graça e paz queridos, preparei esse texto para vocês e creio que será uma grande benção para todos.
Em Mateus 1.21, está escrito: “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”.
Estava estudando essa passagem e descobri que o nome Jesus, escrito nesse versículo e em todo o novo testamento, é traduzido do grego Jesous, mas que na verdade vem do hebraico Yeshua ou Yehoshua que é uma junção do nome próprio de Deus (Jeová, “Yeho”) e o verbo salvar (em hebraico, “shao”) o qual nesse caso é usado na forma conjugada “shua”, que é igual a salvará. Sendo assim, temos o sentido do nome que é: Jéová salvará, igual a “Yeho-shua”, Jesous ou Jesus em português.
Alguém nunca se perguntou para que nasceu? Ou porque está aqui nessa terra? Vejamos o exemplo do Senhor Jesus e será fácil entender alguns questionamentos que fazem ou fizeram parte da nossa vida.
O seu propósito se encontra nas Escrituras. Nela, existem todas as respostas sobre a sua vida.
Pastor Jânio César, professor do Centro de Treinamento Bíblio Rhema Brasil
Em Mateus 1.21, está escrito: “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”.
Estava estudando essa passagem e descobri que o nome Jesus, escrito nesse versículo e em todo o novo testamento, é traduzido do grego Jesous, mas que na verdade vem do hebraico Yeshua ou Yehoshua que é uma junção do nome próprio de Deus (Jeová, “Yeho”) e o verbo salvar (em hebraico, “shao”) o qual nesse caso é usado na forma conjugada “shua”, que é igual a salvará. Sendo assim, temos o sentido do nome que é: Jéová salvará, igual a “Yeho-shua”, Jesous ou Jesus em português.
Quando descobri isso, tudo ficou mais claro, percebi que o Senhor tinha um nome que representava o que Ele viera fazer nessa terra e comecei a ler o verso dessa maneira: “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de JESUS (Jeová salvará), porque Ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mateus 1.21). Percebemos aqui que tinha um porque para o nome do Senhor, assim como um carpinteiro que é chamado dessa maneira por causa do que ele faz na área da carpintaria, assim Jesus tem esse nome pelo que Ele faria na cruz, salvando a todos nós e dando vida eterna a quem nele crê.
Isso me fez lembrar do grande Evangelista Reinhard Bonnke que, em um de seus livros, conta que quando ele era um jovem missionário na África, descobriu que o nome Bonnke na língua local significava multidão, e para quem conhece esse grande homem de Deus sabe que isso se cumpriu em sua vida, pois ninguém hoje prega para tantas pessoas quanto ele. Em uma de suas cruzadas na África, mais especificamente em Lagos, na Nigéria, um milhão e noventa e três mil pessoas entregaram suas vidas a Cristo em uma única noite. Aleluia!
Por causa disso, busquei saber o que significava o meu próprio nome Jânio César da Silva, mas, não tive “boas notícias”, pois meu nome não significa multidão, salvação ou outra coisa importante para a minha vida.
Foi então que orando ao Senhor, Ele me disse: ter um nome que é traduzido por algo especial é muito bom, mas que eu deveria fazer a minha vida ser sinônimo das coisas de Deus. Ele me fez lembrar que Jesus não só é Jeová salvará, mas que Jesus é sinônimo de amor, paz, cura, milagre, etc.
Algo para ser sinônimo não necessariamente precisa vir da mesma palavra. Por exemplo, alguém que mesmo as coisas estando boas ou más, sempre está alegre, faça chuva ou sol, sempre há um sorriso no rosto, quando pensamos nele, lembramos de Alegria, pois de tanto ela exercer isso, para nós se torna sinônimo disso. Você consegue pensar em alguém assim?
Quando falamos sobre o grande pregador Benny Hinn, o que vem em nossos pensamentos? Claro que logo pensamos no Espírito Santo. E o nome Kenneth Hagin, o que nos faz lembrar? Sei que você logo pensará na palavra Fé e não há como não pensar assim. Recentemente, eu e minha esposa, Jessyca, estivemos na sede do Kenneth Hagin Ministries em Broken Arrow – OK, EUA, e não só logo pensamos em fé como fomos envolvidos por um atmosfera de fé em tudo que vimos e ouvimos por lá.
Esses grandes homens não nasceram com um nome que já significa o que hoje representa para o mundo, eles se esforçaram em pregar, viver e ser fiel ao que Deus lhes chamou e passaram a ter seus ministérios como sinônimos das coisas do Senhor.
Portanto, podemos ser fiéis ao que Deus colocou em nossos corações, pois cada um de nós tem algo específico que foi posto em nossa vida pelo Senhor, e que é o porquê de ser quem somos.
Como descobrir isso? É fácil, lendo as Escrituras veremos o que nos toca, o que nos faz sentir desejo de fazer, isso é o que seremos sinônimo, se praticarmos, claro.Alguém nunca se perguntou para que nasceu? Ou porque está aqui nessa terra? Vejamos o exemplo do Senhor Jesus e será fácil entender alguns questionamentos que fazem ou fizeram parte da nossa vida.
Em Hebreus 10.7, está escrito: “Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer ó Deus, a tua vontade”. Fica claro que Jesus se encontrou nas Escrituras, Ele buscou saber sobre si mesmo e fez tudo conforme estava escrito.
Precisamos nos encontrar também nas Escrituras, e quando isso começa acontecer, se iniciam as respostas tão esperadas por nós.
O destino se torna traçado pelo propósito divino para cada um de nós. Ouvi um ministro falar algo maravilhoso, ele disse: “Se não existisse salário para recompensar o seu trabalho, o que você escolheria fazer? O que você faria até de graça com um sorriso no rosto? A sua resposta será o porquê de você ter nascido, o seu propósito aqui na terra”.O seu propósito se encontra nas Escrituras. Nela, existem todas as respostas sobre a sua vida.
Quando comecei o meu ministério, não o fiz pelo que eu receberia em troca, fiz porque não havia alternativa em meu coração para o que eu considerava como propósito da minha vida.
Alguns dizem: “Eu larguei tudo para pregar o evangelho”, eu não falo assim! Na verdade eu digo: Eu encontrei tudo ao pregar o evangelho, pois nasci para isso! Portanto, servir ao Senhor no ministério é para mim a essência da minha vida!
Estou me encontrando a cada dia mais nas Escrituras, já descobri que sou aquele que trás salvação e cura e estou vivendo conforme isso, levando o evangelho da salvação a dezenas de nações no mundo inteiro, e quero que na mente das pessoas, Janio Cesar seja sinônimo de Milagres e Amor pelas almas.
Você já se encontrou nas escrituras? Por quem é que você chora? Do que você quer ser sinônimo? Saiba que Deus quer usá-lo em uma área específica e tornar sua vida um exemplo para as pessoas que estão ao seu redor.
Encontre-se! Se veja fazendo as obras do Senhor, pois existe um porque de você estar nessa terra, seja sinônimo de salvação, cura, amor, milagres…
Abra sua boca e declare o que está em seu coração, grite bem alto para convencer a si mesmo da grandeza do verdadeiro você, busque na Palavra, e encontre os textos que falam ao seu respeito.
Se a sua vida ainda tem sido sinônimo de derrota e fracasso, saiba que há tempo suficiente para mudar esse quadro, se apegue com o que a Palavra diz, busque incessantemente a sua identidade celestial.Dessa maneira, quando ouvirem ao seu respeito, as pessoas o associarão a um sinônimo divino, a algo que irá exaltar o nosso Deus.
Fale para o mundo ouvir, aja a altura do que você diz, pratique o quão tremendo você é, e quando o diabo tentar lhe enfrentar, ele terá de dizer o mesmo que disse ao Senhor Jesus: “que tenho eu contigo, Jesus filho do altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes!” (Marcos 5.7) Aleluia!
O encontro consigo mesmo nas páginas das Escrituras faz você sentir-se melhor, produzir mais. Por isso, gosto de uma frase antiga que diz: “Existem dois dias importantes na vida de uma pessoa, o primeiro é o dia em que ela nasceu e segundo é o dia em que ela descobre o porquê nasceu”.
Pela salvação dos povos,
Janio Cesar
Pastor Jânio César, professor do Centro de Treinamento Bíblio Rhema Brasil
Fonte: verbodavida.org.br
Olhando por um lado, podemos dizer que hoje nós, cristãos, estamos bem servidos em relação as variedades de denominações e igrejas em nosso país. Existem ruas relativamente pequenas que possuem até duas ou três igrejas evangélicas diferentes em sua extensão. Há igrejas, que por "falta de espaço", estão abrindo suas portas literalmente de frente para outra, como se organizassem uma disputa aberta entre si. Mas o que acho mais interessante nisso tudo é observar o comportamento de alguns cristãos frente a esta questão. Tem crente que está se sentindo, ao congregar, na fila do restaurante Spoleto, sem saber o que pedir, sem preferir nada, mas experimentando um pouco de cada coisa para não perder a viagem. Há aqueles que parecem estar na praça de alimentação de um shopping, analisando vários cardápios e vendo quem oferece a melhor vantagem para que ele possa dar o ar de sua graça naquele recinto.
O problema é que, para muitos, a igreja se tornou um verdadeiro cruzeiro marítimo. Sabe aqueles navios maravilhosos, que oferecem de tudo para que você tenha uma estadia confortável sem sentir falta de nada fora dele?! Por trabalhar durante um tempo no ramo, tive oportunidade de visitar, de forma técnica, um desses e como é maravilhoso. Lá dentro parece um grande condomínio luxuoso com direito a várias piscinas, banheiras de hidromassagem, quadras de esportes, restaurantes para todos os gostos, teatro, cinema, aulas de dança e esportes, parede de escalada, salões de jogos, amplas salas de recreação infantil, além de uma tripulação treinada para te carregar no colo se for preciso. Não é maravilhoso!?
Tenho quase certeza que há cristãos que estão pensando estar em um desses. Analisam o ambiente, testam o ar-condicionado, revisam as acomodações, vêem se está tudo certo em relação ao espaço de recreação infantil e se os recreadores são bons o suficiente para manterem seus filhos ocupados enquanto participam do jantar de gala, prestam atenção para ver se a banda não errou nenhum acorde e apenas no olhar tentam perceber se todos os músicos estão mesmo preparados para estarem ali. Estes também ouvem criticamente o discurso do "capitão" para comentarem e compararem com os clientes que passaram o domingo em outro navio.
Nada contra a excelência, pois todos nós recebemos um espírito excelente em nós e devemos realmente fazer tudo para Deus neste nível, nada menos. Porém, se pudéssemos realmente comparar a igreja a um navio desse, temos que entender que todos nós não seríamos mais os clientes do navio, mas fomos chamados pelo dono dele para fazermos parte da tripulação, ou seja, aqueles que trabalham para manter o bom funcionamento da embarcação. Cada um fazendo sua parte no corpo, cada um exercendo a sua função, seu ministério, e percorrendo a viagem acompanhando um trajeto desenhado pelo dono e para chegar a um destino que também foi totalmente planejado por este dono.
Pense nisso!
É normal olharmos para pessoas que crescem e adquirem bens e dizermos que são estas as que estão subindo de nível em suas vidas, porém acredito que alguns só subirão de nível quando deixarem as roupas de grandes marcas de lado e usarem aquelas que ninguém conhecem. Alguns só subirão de nível quando deixarem de lado suas bolsas Louis Vuitton para andarem com a da feirinha, ou quando deixarem de comer filé mignon e passarem a comer arroz, feijão e ovo. Ou seja, existem pessoas que para melhorarem muito, precisam diminuir bastante.
Como dizem, há pessoas que são tão pobres que a única coisa que possuem são seus bens ou dinheiro. Há pessoas que sonham de maneira tão medíocre que só conseguem ir até conquistas financeiras. Gosto de dizer que a nossa humildade poderá nos levar a lugares onde nossas habilidades nunca poderiam alcançar.
Definitivamente, prosperidade não está relacionada ao quanto você consegue juntar. Não se mede prosperidade pelo quanto você tem, mas pela sua reação tanto ao saber que tem muito, como ao saber que não tem mais nada.
Quando você, independente da situação ou estado que se encontra, consegue dizer com paz no coração o mesmo que Paulo disse em Filipenses 4:13 (Posso todas as coisas naquele que me fortalece), ai sim você entendeu e está vivendo a prosperidade bíblica.
Todos sabemos que a bíblia é uma revelação progressiva, ou seja, o passar do tempo, o desenvolver da escrita, a medida que nós a lemos, vamos tendo entendimento do contexto, ou do enredo, ou de toda a história que ela nos diz. Acho muito difícil, por exemplo, alguém ter um entendimento correto e equilibrado do antigo testamento, sem ter entendimento do novo testamento, pois o antigo testamento é como uma sombra do novo testamento, e haveremos de convir que não se defini ninguém por sua sombra. Pela sombra nós temos uma vaga idéia, mas é a imagem real, ao vivo e a cores, que vemos o que de fato é.
Penso que da mesma forma é com relação a revelação do Caráter de Deus. Muitos querem pegar alguns trechos escritos no antigo testamento e tirar uma conclusão absoluta do caráter de Deus, mas isso se torna um completo absurdo se pensarmos que aqueles que viveram nesta época, não tinham total revelação daquilo que Deus realmente era. Se acontecia algo de ruim, porém sobrenatural, eles atribuíam a Deus, e se acontecia algo de bom e sobrenatural, eles também atribuíam a esse mesmo Deus, como se esse Deus mudasse de humor, uma hora ele estava bonzinho e em outro momento ele não estava muito bem, porém nós sabemos, de acordo com a bíblia (Tiago 1:17) que isso é impossível, pois o nosso Deus não muda e que toda boa dádiva é que vem d'Ele.
Gosto de dizer que a maneira que temos para compreender de fato o caráter de Deus na bíblia são duas:
1. Observando a criação de Deus em Gênesis, nos capítulos 1 e 2.
Eu poderia pintar um quadro do meu jeito, e imagina que depois de pronto, aguardando o momento da exposição deste quadro ao público, aparece um sujeito e pinta em cima do meu quadro, distorcendo ou colocando acessórios que eu não desejei em minha gravura. Aqueles que virem o quadro depois destas modificações feitas por outro poderão concluir algo sobre a minha intenção, ou a mensagem que eu desejei passar quando o criei? Claro que não! O quadro foi alterado, irão ver uma imagem alterada. Da mesma forma o pecado manchou uma imagem que Deus criou, e tem muitos querendo definir a intenção, a mensagem, o caráter do criador através de um quadro pós modificado.
2. Observando Jesus
A bíblia diz em Hebreus 1 que Jesus é a expressão exata do ser de Deus, ou seja, nem mais, nem menos. A outra maneira de conhecer o caráter de Deus é observando a vida de Jesus. Ninguém mais expressou tão perfeitamente, tão plenamente a vontade de Deus na terra que Jesus. Ele disse até que só fazia o que via seu pai fazer (João 5:19). Isto quer dizer que se você já viu Jesus curando é porque Deus cura, se você já viu Jesus perdoando, então é porque Jesus perdoa. Mas, se você nunca viu Jesus colocando doença e alguém, ensinando a alguém através da dor, da perda, em nome de Jesus, não insista mais em dizer que Deus faz isso.
Hoje eu tive a oportunidade de visitar uma cracolândia e entrar dentro de uma casa onde essas pessoas sobrevivem. Imagina uma casa de três cômodos, onde daria para viver apertada uma família de cinco pessoas. Neste lugar estavam por volta de cinquenta usuários de crack, todos sujos, todos se drogando, alguns vendendo, outros consumindo, alguns inquietos, falando alto, outros quietos e dopados. Alguns cômodos não tinham teto, nenhum deles tinha piso, todo o chão estava coberto de lama, sujeira de todo tipo que você imaginar. Como pode um ser humano viver nestas condições?!
Como pode a igreja que deveria conhecer o caráter de Deus, entender que ele é bom em todo o tempo, acreditar que Deus usaria algo deste tipo para mudar a vida de alguém?! Posso afirmar, aquele lugar não tinha o formato do meu Deus. Conheço o meu Deus e sei que Ele não trabalha fazendo isso com ninguém. Interessante é que não há diferença para aquele que está em um lugar deste sem Deus, e para aquele que está em um grande e belo hospital pelo Brasil sem Deus também. Ambos estão presos. A questão da limpeza do local não pode ser o que irá nos fazer discernir entre o grupo está entregue nas mãos de satanás, e o outro que está apenas sendo tratado por Deus em alguma área da vida. Vamos acordar, igreja! Em ambos os lados, a verdade é que o diabo é sujo!
Salmos 133
1 Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união
Comunhão é uma palavra que gostamos de usar no nosso meio cristão e gostamos de praticar também. Juntou crente e colocou comida no meio, pronto - A comunhão está formada. Segundo o dicionário, comunhão significa união na mesma fé, e para nós, na prática também significa se encontrar para colocar a conversa em dia e comer um pouquinho.
A comunhão para alguns cristãos se tornou algo tão específico que se consegue até distinguir o momento em que vamos adorar, o momento que vamos orar, o momento em que vamos estudar a bíblia e o momento que vamos ter apenas comunhão. Será que é assim mesmo dessa forma que deveria ser?
Alguns quando falam em um momento apenas para comunhão, mesmo para crentes, estão querendo dizer que é um momento para ser menos espiritual, para deixar o Espirito Santo descansando, como se ele fosse atrapalhar tal comunhão com suas manifestações, nada de profecias ou orações prolongadas e nem uns pelos outros. No máximo aquela oração rápida para a liberação da comida.
A verdade é que quando Davi está se referindo a comunhão neste salmo tão conhecido, nos próximos versículos ele exemplifica a comunhão como um óleo que desce pela barba de Arão. Fiquei pensando muito nisso, pois sabemos que a palavra óleo na bíblia também nos remete ao Espírito, unção.
Nós não apagamos a unção por um tempo, nós não determinamos ao Espírito que ele deve se aquietar por um instante enquanto temos comunhão, ou pelo menos não deveríamos fazer isso. A expectativa do cristão em qualquer encontro, seja este encontro motivado por qualquer finalidade, deve estar na manifestação da glória de Deus em todo o tempo, inclusive no meio do que chamamos por comunhão.
Alguns dizem: "Não! na minha célula é apenas um lugar de comunhão, nada de tão espiritual". Outros: "Vamos nos encontrar apenas para conversar, brincar, mas nada tão espiritual". Você compreende que não há como separar as coisas? Até as brincadeiras de quem reconhece isso, mudam quando estão juntos mesmo que somente para brincar uns com os outros.
Não é em vão que o salmista termina este capítulo dizendo que é ali, no meio da comunhão, que o Senhor concede benção. Somos tão edificados quando estamos juntos pelas manifestações espirituais, pelas profecias, correções, orações, palavras e brincadeiras também, que saímos desta comunhão abertos para receber de Deus.
Jeremias 33
3 "Clame a mim e eu responderei e lhe direi coisas grandiosas e insondáveis que você ainda não conhece"
A bíblia é cheia de passagens que nos incentivam a conhecer mais a Deus e o que provém dele. Paulo diz a Timóteo que Deus deseja que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade (I Timóteo 2:4), ora a respeito dos crentes de Éfeso pedindo para que eles recebessem espírito de sabedoria e revelação no pleno conhecimento dele (Efésios 1:17). Em Oséias diz que devemos conhecer e prosseguir ou nos esforçarmos em conhecer ao Senhor e, agora nesta passagem do livro de Jeremias, o Senhor fala através do profeta que se clamarmos a Ele, Ele revelará a nós coisas grandiosas e insondáveis.
Fiquei imaginando o que seriam coisas grandiosas e insondáveis para Deus. O dicionário descreve a palavra grandioso como algo imponente, com magnificência, ou seja, algo que está acima da média, vai muito além de nossas expectativas. Só pela tradução já há a compreensão de que estamos falando de algo realmente surpreendente. O dicionário traduz a palavra "insondável" como algo que não se pode achar o fundo, ou seja, com limite desconhecido. É muita coisa!
Creio que isso tudo toma uma dimensão ainda maior se levarmos em consideração quem está falando, pois o que significa algo grandioso para Deus, o que é algo imponente para aquele que tem todo o poder e que não está preso a tempo ou espaço, ou o que pode ser tão expressivo para aquele que não encontra limites, que antes de tudo ele já era e depois de tudo ainda será?!
Fico maravilhado ao pensar que não há limites para aquilo que Deus quer revelar a seus filhos a medida que estes procuram gastar seu tempo experimentando e conhecendo mais dele. Creio que este é o ano de buscá-lo com toda nossa força e ouvir diretamente dele coisas imensuráveis e sem fim. Busque-o!
I Samuel 16
7 O Senhor, contudo, disse a Samuel: "Não considere sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: O HOMEM VÊ A APARÊNCIA, MAS O SENHOR VÊ O CORAÇÃO".
O texto acima narra a história de quando Samuel foi ungir um dos filhos de Jessé para se tornar futuramente Rei. Jessé naturalmente começa a apresentar diante do profeta seus filhos naturalmente mais capacitados, mas aprouve Deus escolher a Davi para ser ungido, mesmo aparentemente este sendo o menos provável.
A expressão destacada no versículo acima e usada pelo Senhor a Samuel nos traz muitos ensinamentos. Inspirada nesta e outras passagens é que muitos afirmam para si mesmo que Deus se importa somente com a sinceridade do nosso coração, e isso é uma verdade quando aplicada no mesmo contexto correto. Creio que realmente quando Deus nos escolhe, ele não está refém de nossas habilidades naturais, nossa capacidade humana para nos relacionarmos e influenciarmos outros, por mais que tudo isso possa ser de grande ajuda para a nossa vida cristã e corrida ministerial. Quando Deus escolhe alguém, creio que o que Ele precisa é apenas de um coração disponível, um coração sincero e O próprio se encarrega de capacitar o escolhido.
Porém, vejo algumas pessoas usando essa expressão ("Deus vê apenas a sinceridade do nosso coração") no sentido de que mesmo que elas estejam erradas, mesmo que não estejam alinhadas com aquilo que Deus quer, mesmo que estejam liderando fora de princípios, Deus está vendo que ela está com o coração sincero diante dEle e por isso ele irá abençoá-la. Isso é um grande engano!
A nossa sinceridade de coração se torna visível e real quando vemos onde estamos errados e por amor a Ele mudamos o rumo das coisas. Deus estabeleceu princípios que não serão quebrados nem por aquilo que podemos chamar de sinceridade de coração. Se estamos errados, se estamos quebrando princípios, não devemos achar que podemos permanecer do mesmo jeito e esperando receber algo de Deus para nossa vida ou ministério. Se você está errado, quebrando alguns princípios, mas buscando a benção com verdadeira sinceridade no coração, parar e se consertar não será problema para você.
Pense nisso!
até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. (Efésios 4:13 NVI)
O líder cristão tem o objetivo de levar pessoas a serem cada dia mais parecidas com Cristo. Conforme o texto citado acima, nós todos temos um alvo na nossa caminhada cristã, que é o de atingir a medida da plenitude de Cristo, e se a Palavra nos diz que existem meios para que isso aconteça, temos que acreditar que é possível sim.
Muitos líderes tem se colocado como parâmetro para medir a espiritualidade de seus liderados. Quando assim o fazem, estão limitando o crescimento de seus liderados e nunca irão reconhecer pessoas que podem estar a sua frente na caminhada cristã.
Quando o líder sabe reconhecer o seu papel de levar pessoas a serem como Jesus, seu parâmetro de medida a espiritual passa a ser o próprio Jesus e com isso ele não limita o crescimento de seus liderados e aprende a reconhecer que tem pessoas nessa caminhada que podem estar a sua frente, o torna mais humilde no liderar.
Uns pregam a salvação como prosperidade, outros como a cura, outros como uma paz ou estado de espírito equilibrado, outros somente como perseguição, outros a pregam somente como renúncia, outros apenas como o início de um ministério. Brigam entre si, falam uns dos outros e todos estes se esquecem que ela simplesmente significa tudo isso.
Alguns pregam a fé como uma declaração ousada ao "monte", outros como um meio para se obter o que Deus conquistou, uns como repetir o que a bíblia diz, outros acreditam que é apenas um descanso que independe de circunstâncias. Falam uns dos outros e todos estes se esquecem que ela significa tudo isso.
Na tentativa de buscarmos uma definição própria e específica sobre um assunto bíblico, esquecemos que aquilo na verdade pode significar O TODO.
Opine!
Atos 2
42 Eles de dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. 43 Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. 44 Os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. 45 Vendendo suas propriedades e bens e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. 46 Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, 47 louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos.
A maior questão que ronda a cabeça dos líderes de igrejas cristãs no nosso país nos dias de hoje é sobre o crescimento da igreja. Aliás, quem não quer ver seu trabalho prosperando, vidas sendo transformadas e a igreja causando grandes impactos onde estão plantados?! Na busca por respostas a cada dia nasce uma estratégia nova para colaborar com este crescimento de maneira mais rápida e objetiva. Um exemplo são os chamados grupos pequenos, ou células, que tem se mostrado como um excelente método de evangelização e expansão. Além dos variados modelos de igrejas que possuem células, vemos os modelos de discipulados, grupos, cultos, ações e campanhas, tudo visando o crescimento ou grande ajuntamento. Não quero falar contra tudo isso, pois é realmente muito bom!
Geralmente, quando pessoas falam do crescimento da igreja, elas não deixam de buscar informações no livro de Atos, quando a igreja se desenvolve de uma maneira explosiva através do mandado deixado por Jesus aos apóstolos e o enchimento do Espírito Santo. No texto citado no início, no versículo 42, o escritor destaca aquilo em que a igreja se dedicava, e no verso 47 termina dizendo que enquanto a igreja se dedicava a essas atividades, o Senhor ia acrescentando diariamente pessoas a ela para que fossem salvas.
Estratégias de crescimento são válidas em qualquer empreendimento, inclusive na igreja, mas no meu ponto de vista se engana aquele que pensa que na igreja isso tem o mesmo grau de relevância que lá fora, quando a queremos tratar como uma ação isolada. Creio que se uma determinada estratégia fosse a questão principal para o crescimento da igreja, Deus seria o maior interessado em deixar isso o mais claro possível nas escrituras, explicando como fazer passo a passo.
Segundo o texto (verso 42), as quatro atividades na qual a igreja se dedicavam eram essas:
ENSINO DOS APÓSTOLOS ou doutrina dos apóstolos. A tendência natural é que cada um sempre crie a sua própria doutrina ou concorde com aquela que está mais próxima de suas opiniões. Mas, a primeira igreja se mantinha fiel aos ensinamentos de Cristo deixados aos apóstolos. Interessante é que o texto fala que eles se dedicavam a estas doutrinas, ou em outra versão, eles perseveravam na doutrina, ou seja, requer força, tem que ser de propósito. É necessário perseverar nos ensinos de Cristo mesmo que a nossa mente queira levar algumas coisas para outro lado.
COMUNHÃO que significa compartilhar dos mesmos ideais, pensamentos ou fé. Está ligada a unidade da fé, pensar de uma só maneira, concordar.
PARTIR DO PÃO como uma expressão usada para mostrar a liberalidade que era exercitada pela igreja primitiva. Seria uma mudança de valores, um desapego ao que é apenas material. Lendo os primeiros capítulos do livro de Atos vamos entender que liberalidade é uma característica do crente cheio do Espírito Santo.
ORAÇÕES que significa falar com Deus, dedicar a atenção a ele e não apenas um momento para pedir algo, mas um momento de comunhão vertical, de busca por direções específicas e o prazer no ato de "estar" conectado com o Pai.
Note que a igreja não se dedicava a reuniões de planejamento e nem na elaboração da estratégia que seria usada no ano seguinte. Ela apenas se dedicava a guardar os ensinos corretos, manter a unidade da fé, não estar apegado a coisas desse mundo e se manter conectado com Deus. E, por estarem ocupados com isso, o verso 47 diz que o Senhor acrescentava diariamente a igreja pessoas que iriam sendo salvas.
"Será que pessoas não estão sendo enviadas as nossas igrejas
porque não estamos nos dedicando ao que é necessário?"
Existem igrejas que crescem e nós não sabemos dizer em que estratégia ou modelo estão incluídas. Eu já fiz parte de uma assim, que em três anos e meio que estive ali, vi mais de 10.000 pessoas inseridas no número de membros, entre batizadas e transferidas. Quando me perguntam, nunca sei dizer qual a estratégia usada, mas sei dizer o quanto eles buscam esses quatro pilares citados nesse estudo.
Glória a Deus pela sabedoria que Deus deu ao homem, mas é importante entendermos de verdade e na prática, que ela nunca estará acima daquilo que Deus pode fazer. Definitivamente precisamos entender que tudo o que diz respeito as coisas de Deus está ligado ao sobrenatural, e o que é sobrenatural se lida com fé e não com a lógica.
"Não entra na minha cabeça, nunca consegui crer que o diabo existisse". Essa foi a afirmação de uma pessoa que eu estava aconselhando e confesso que nunca tinha escutado isso de ninguém antes. Fiquei pensando na hora em poucos minutos sobre como responder e quero compartilhar com vocês para que me ajudem a refletir sobre o assunto.
Por que crer que o diabo existe? O que isso pode ser relevante e o que pode acarretar a infidelidade em sua existência? São perguntas que vieram a minha mente em frações de segundo.
Fiquei pensando como muitos cristãos vivem supervalorizando o diabo e suas ações nos dias de hoje. Tem gente que crê muito mais em suas ações do que nos livramentos do Senhor. Tem muitos que na prática estão o considerando mais poderoso que o Deus portador de todo poder. Acho que isso se deve ao fato de darmos tanta ênfase ao pecado e ações demoníacas em nossos cultos e reuniões. A ênfase que damos a essas coisas nos cultos, muitas vezes mostram pra quem está recebendo, que será difícil ou quase impossível sair da vida de pecado que ele está levando. Quando no púlpito de uma igreja é falado e ensinado mais sobre o amor de Deus, comunhão, a diferença no povo é sentida de longe, pois é o que está sendo valorizado. Bom, mas por outro lado, acho que simplesmente ignorá-lo não seria a solução. Então, me veio a mente duas respostas.
1. O DIABO EXISTE PORQUE A BÍBLIA DIZ
Essa é uma resposta simples e direta e que a maioria das pessoas não gostam de receber ao questionar uma situação, mas na minha opinião é uma resposta que deveria fechar toda e qualquer questão. A fé cristã não pode ser comparada ou condicionada a uma lógica. Se fosse lógica, não precisaria de fé. A bíblia não pode ser questionada como um outro livro qualquer. É um livro inspirado e que contém verdade que vão além de um conhecimento. O questionamento da bíblia é o que gera a diversidade de opiniões e teologias. Quando nós lermos e somente crermos no que está escrito, viveremos uma unidade na fé. Eu e minhas idéias podem ser questionadas, mas a bíblia não.
2. O DIABO EXISTE PORQUE JESUS VEIO PARA DESFAZER AS SUAS OBRAS
Não crermos que o diabo existe é não crer em suas obras malignas. Quando não cremos que ele existe e que ele fez algo, nossa tendência irá ser atribuir qualquer coisa que acontece de inesperado ou sobrenatural a Deus. É isso que acontecia no antigo testamento.
Sabemos que a revelação da palavra é progressiva. Quando lemos os livros históricos, temos que entender que aqueles personagens não tinham a revelação ou o entendimento das coisas de Deus como nós temos hoje. Qualquer coisa que acontecia de sobrenatural, seja boa ou ruim, era direcionada a Deus de forma bem natural. Eles viviam como se satanás não existisse para eles. E viver hoje, sem entender que satanás existe, seria viver dessa mesma forma, crendo que tudo provém de Deus, e sendo assim, aceitando tudo como se fosse algo que está cooperando pra sua vida. É a maneira que muitos crentes ainda vivem, infelizmente.
Quem vive assim nunca vai entender o que provém do diabo, e se ele não entende isso, também não vai entender o que Jesus veio fazer e viverá refém de uma situação que ele não precisaria viver. Não usufruirá de algo que já foi conquistado para ele.
Lucas 11
34 Os olhos são a candeia do corpo. Quando os seus olhos forem bons, igualmente todo o seu corpo estará cheio de luz. Mas quando forem maus, igualmente o seu corpo estará cheio de trevas. 35 Portanto, cuidado para que a luz que está em seu interior não sejam trevas.
Se queremos ter uma vida dedicada a Deus temos que prestar atenção naquilo que ouvimos, falamos e também o que vemos. No livro de Efésios, o apóstolo Paulo fala que somos cheios do Espírito de acordo com aquilo que falamos, ou seja, a medida que da nossa boca saem hinos e cânticos espirituais, a medida que damos glória a Deus por tudo. No livro de Romanos, o apóstolo fala que a nossa fé é fortalecida ou que a recebemos por aquilo que ouvimos. A fé só é gerada por ouvir a palavra de Deus. E, no texto utilizado neste estudo, aprendemos que nos santificamos também por aquilo que vemos.
O texto nos ensina que estaremos cheios daquilo que nós vemos e isso é mais sério do que imaginamos. Em um mundo onde somos bombardeados por imagens em computadores, televisão, outdoors, filmes, novelas, concursos e propagandas diversas, estamos sempre vendo coisas que se permitirmos, perdemos até a sensibilidade sobre o que é reprovável ou não. Qualquer comercial hoje, vem acompanhado de uma mulher ou homem com poucas roupas que são usados para chamar a atenção do homem.
O texto nos diz que o nosso interior fica cheio daquilo que simplesmente vemos. Temos que viver atentos a isso se queremos estar aprovados e usados por Deus. Temos que nos encher de luz. Nossos olhos devem estar direcionados para aquilo que irá nos encher de luz.
Pense nisso!
Filipenses 4
6a Não andem ansiosos por coisa alguma.
Segundo a enciclopédia wikipédia, ansiedade é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis.
A ansiedade pode ser marcada pela espera por algo ruim, mas também por algo que seria muito bom que ainda está para acontecer. É normal uma pessoa ficar ansiosa quando está esperando por um resultado que ela ainda não sabe qual será. Há momentos em que ficamos ansiosos diante de uma notícia ruim, ou por uma conta que ainda não foi paga, mas há momentos que ficamos muito ansiosos por conta de uma boa e grande notícia também. Um exemplo seria a noiva que passa o dia do seu casamento ansiosa pelo chegada do grande momento.
A bíblia diz que não devemos andar ansiosos por coisa alguma, e quando fala que é assim, é porque de fato está querendo dizer exatamente o que disse. Não devemos andar ansiosos nem pelo que ainda não sabemos, nem pelo que está nos incomodando e não é tão bom assim, e também não podemos andar assim por coisas que são grandes que ainda haverão de vir.
Quero citar três áreas onde devemos cuidar e aprender a lidar com a ansiedade:
1. Ansiedade em meio a angústia
A bíblia nos diz em Salmos 46.1 que Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade. O salmista também declara em Salmos 23.1 que o Senhor é nosso pastor e nada nos faltará. Poderia citar aqui diversos versículos onde o Senhor nos garantiu proteção e provisão. Andar ansioso em meio a angústia é um exercício difícil, mas deve ser algo que o crente que confia em Deus e em sua palavra deve praticar a todo instante. A fé é um lugar de descanso. Ouvi algo em uma mensagem que é a pura verdade: "É necessário ter muito mais fé para deitar a cabeça no travesseiro e dormir, do que para ficar acordado a noite inteira pensando em como resolver o problema."
Ficar ansioso e angustiado em meio ao problema não irá nos ajudar a resolvê-lo e só atrapalhará a nossa fé.
2. Ansiedade em meio a uma boa palavra
Muitas vezes ficamos ansiosos ao receber a informação de Deus em nosso coração de que algo de muito bom está para acontecer, e se nos deixarmos levar por este tipo de ansiedade, corremos o sério risco de tentarmos fazer as coisas por nós mesmos e atrapalharmos a maneira perfeita como Deus faria.
O fato de recebermos uma palavra de Deus em relação a uma área específica de nossa vida não significa que aquilo irá acontecer naquele mesmo momento. É necessário que esperemos o tempo certo pelo cumprimento dessa promessa.
Nosso maior desafio ao recebermos uma palavra de Deus passa a ser descansar, não andar ansioso e nem querendo dar um jeitinho para que aquilo aconteça mais rápido. Descansar nesse caso também é fé.
Aproveitando a palavra que ouvi na mensagem e aplicando aqui, podemos dizer que é necessário mais fé para receber uma palavra de Deus e descansar, do que para ficarmos inquieto tentando fazer de tudo para que aquilo aconteça o mais rápido possível.
3. Ansiedade quanto a coisas do ministério
Não andar ansioso por coisa alguma inclui também os resultados ministeriais.
Lucas 10
38 caminhando Jesus e seus discípulos, chegaram a um povoado, onde certa mulher chamada Marta o recebeu em sua casa.
39 Maria, sua irmã, ficou sentada aos pés do Senhor, ouvindo a sua palavra. 40 Marta, porém, estava ocupada com muito serviço. E, aproximando-se dele, perguntou: "Senhor, não te importas que minha irmã tenha me deixado sozinha com o serviço? Dize-lhe que me ajude!"
41 Respondeu o Senhor: "Marta! Marta! Você está preocupada e inquieta com muitas coisas; 42 todavia apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada".
Marta estava preocupada com o serviço. Marta não estava a toa, ela estava preocupada em servir ao Senhor. Enquanto isso, Maria estava sentada aos seus pés ouvindo a sua palavra. Marta estava servindo, estava cooperando, trabalhando para servir a Jesus. Nem sempre o fato de estarmos envolvidos em atividades onde estamos fazendo coisas para Deus significará que estamos no centro de Sua vontade.
Acredito que Marta estava inquieta, preocupada com muitas coisas porque queria fazer o melhor para o Senhor, queria o servir com qualidade, mas ela não ficou satisfeita com a tranquilidade de Maria em estar apenas sentada ouvindo aquilo que Jesus tinha para falar e foi se queixar dela para ele. Ela tentou passar um pouco da sua ansiedade que ela tinha para Maria e foi repreendida por Jesus. Assim como Marta muitos líderes, pastores ou ministros andam inquietos e ansiosos motivados por uma boa intenção que é servir a Jesus, mas erram por estarem ansiosos e passam a desejarem e planejarem como acelerar o processo, e erram mais ainda por passarem a ansiedade e peso para seus liderados e congregação.
COMO LIDAR COM A ANSIEDADE
Filipenses 4
6 Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. 7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus.
Biblicamente, há uma maneira de agir quando lidamos com a ansiedade que é apresentando tudo a Deus através de orações e súplicas e ações que demonstram gratidão. É orar, entregar a Deus e deixar com ele sem pegar de volta o problema no final da oração. Depois ter ações de gratidão, que é orar agradecendo, entoar louvores por seus feitos, se alegrar. E, quando assim fazemos, a paz de Deus que ninguém pode explicar, guarda o nosso coração e mente em Jesus. Entramos no descanso.
O problema é que queremos primeiro sentir a paz para então entregar nossas ansiedades a Deus, mas se assim fosse não precisaríamos de fé.
Pratique a palavra e seja abençoado!
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Mateus 28
18 Então, Jesus aproximou-se deles e disse: "Foi-me dada a autoridade nos céus e na terra. 19 Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20 ensinando-os a obedecer a tudo o que eu ordenei a vocês. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos".

Fomos chamados para ir e fazer discípulos de Jesus. Fazer discípulos quer dizer fazer seguidores ou outros iguais. Jesus fala isso para um grupo que caminhou com ele durante muito tempo, um grupo que o acompanhou de perto e viu como ele fazia, como ele ensinava, como orava e quando orava, e é normal que quando você anda com alguém que é uma referência para você, a tendência é de sempre passarmos a fazer algumas coisas da maneira que essa mesma pessoa falava. Não era a toa que o grupo a quem Jesus se referiu, quando declarou essas palavras, eram chamados de seus discípulos ou seus seguidores. E, neste momento, Jesus estava passando a bola para eles, estava dizendo que a mesma coisa que tinha feito com eles era para que agora estes passassem a fazer com outros, que estes homens passassem a influenciar outros.
Eles só foram enviados para que pudesse fazer novos discípulos porque já tinham sido feitos antes discípulos de Cristo, ou seja, a medida que eles formassem novos seguidores, na verdade a partir de então estariam formando outros iguais a Cristo, pois era de quem eles foram feitos iguais.
Nós fomos chamados para fazer discípulos, mas fazer outros iguais a nós deve soar e consequentemente ser como fazer outros iguais a Cristo, desde que já estejamos vivendo iguais a ele. Sendo assim, a séria pergunta que devemos fazer quando nos colocamos a disposição para isto, é se estamos realmente preparados para formar outros de nós e se ao final dessa formação estes estarão parecidos ou não com Cristo.
Criar seguidores onde irão andar como você anda e dizer as mesmas coisas que você diz não é difícil e nem precisa ser espiritual para fazer isso. Qualquer ator ou cantor famoso experimenta isso em sua plenitude. Seus fãs que vestem e falam iguais a ele não param de se multiplicar. Nos enganamos quando pensamos que quando a bíblia diz sobre fazer discípulos seja a mesma coisa que isso. Para o cristão, fazer discípulo deve ser formar outro cidadão que vive como Jesus, assim como ele (o cristão) também vive.
Dons naturais arrastam multidões, mas as multidões que seguiam a Cristo não o faziam por causa de uma habilidade natural que ele demonstrava. O seguiam porque ele tinha a proposta sobrenatural de um novo estilo de vida que todos queriam experimentar.
Pense nisso!
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"Deus que me livre". Você já deve ter ouvido muito ou até usado essa expressão. Mas porque a usamos tão normalmente?! Quem a usa, a usa como certeza, declaração de fé ou virou só mais um ditado popular? A usa quando precisa de um livramento, quando a situação não é bem a que gostaria de se deparar ou quando dá vontade?
Vamos ler Salmos 34.6: "Muitas são as aflições dos justos, mas o Senhor o livra de todas elas."
A bíblia não diz que aqueles que são justificados por Cristo estarão completamente livres de aflições. Erramos quando vendemos o evangelho como fuga para as adversidades. O crente não está livre de passar por dificuldades e provações, mas também não precisa aceitar aquilo que já foi providenciado por Deus para ele.
O texto diz que nós, os cristãos, passaremos sim por adversidades, e conheço muitos que devem parar e ficar meditando somente sobre esta parte do versículo. Há pessoas que conhecem o problema, se distraem com ele e parecem querer permanecer nele, pois não o largam de jeito nenhum. Não podemos esquecer que o texto continua. A mesma certeza que temos que as adversidades virão, deve ser a mesma para sabermos que elas passarão.
Se pegarmos a fé que usamos para crer na primeira parte do versículo,
e a usarmos para crer também na segunda parte
creio que viveríamos muito melhor.
No princípio não houve tribulação, não era o pensamento de Deus, não estava nos seus planos e não faz parte do seu padrão. O caos surgiu como uma consequência do pecado. Sendo assim, o homem recriado em Deus e portador da sua natureza não pode considerar maior o que vem por meio do pecado do que aquilo que vem da parte do próprio Deus.
Crer nas adversidades mais do que no livramento prometido por Deus
não é fé, e sem fé fica impossível agradá-lo (Hb 11.6).
O texto não diz que Ele nos livrará apenas de algumas, ou das que consideramos mais fáceis. Ele simplesmente nos livra de todas elas. Independente do tamanho do problema que eu possa enfrentar, ele teve dia e hora para chegar e já tem dia e hora para se retirar. Apenas creia!
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I Timóteo 2
3 Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, 4 que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.
É a vontade de Deus que todos sejam salvos, porém será que isso acontecerá?! É normal, com o nosso entendimento natural limitado, pensarmos como pode algo ser da vontade de Deus e não acontecer? Eu encontro duas explicações rápidas e básicas para isso. A primeira é que a bíblia fala que Deus é amor e o apóstolo Paulo descrevendo o amor em I Coríntios 13, fala que o amor não busca seus próprios interesses, sendo assim, poderíamos ler que Deus não busca seus próprios interesses, e entender que coisas podem acontecer não sendo a vontade de Deus, e basta olharmos as notícias e o mundo a nossa volta para sabermos que de fato acontecem. A segunda explicação é que Deus nos deu algo que Ele não voltará mais atrás para tomar de nós, que é o nosso direito de escolha ou livre arbítrio. Concluímos então que é sim a vontade de Deus que todos sejam salvos, mas o homem pode optar entre estar salvo com Deus e permanecer condenado longe dEle.
O mesmo texto citado que fala que é da vontade de Deus que todos sejam salvos, também diz que é a vontade dEle que estes salvos cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Isso me faz pensar numa jornada, pois ninguém chega a um lugar sem percorrer um caminho. A vida cristã é uma nova jornada com Deus. Uma jornada onde dia após dia vamos adquirindo conhecimento, mudando valores, renovando nossa mente, crescendo espiritualmente. Porém, do mesmo modo que é a vontade de Deus que todo homem seja salvo, mas existem aqueles que podem preferir permanecer condenado, também é a vontade de Deus que todo o homem salvo cresça espiritualmente, mas estes também podem preferir permanecerem como imaturos.
Leia o que está escrito em João 8:31, 32: "Disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: "Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. 32 E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará."
Repare que nesta passagem Jesus estava falando para um grupo de judeus que segundo o próprio texto já haviam crido nele, ou seja, estava falando para salvos, para crentes. Ele diz que se estes permanecessem na palavra dele não abrindo mão da fé que eles havia recebido, não voltando atrás diante de circunstâncias, praticando a palavra, ai sim o mundo saberia que eles eram discípulos de Jesus. E continua dizendo que sendo assim, por causa disso ou depois disso, estes homens conheceriam a verdade e a verdade iria os libertar.
O fato é que se Jesus fala isso para esses homens que já haviam crido nele, é porque existia a possibilidade deles estarem salvos, mas não agirem dessa forma. Sendo assim, este texto me mostra que podem existir dois grupos de crentes. Os dois estão salvos, os dois vão para o céu, mas são grupos bem diferentes. O primeiro grupo são daqueles que creem em Jesus, não abrem mão dos seus ensinos, permanecem firmes praticando a palavra, por isso estão conhecendo a verdade (crescimento espiritual) e vivem como livres. O segundo grupo são aqueles que creem em Jesus, mas abrem mão dos seus ensinos, não praticam a palavra, por isso não conhecem a verdade e vivem como aprisionados.
Crente, já que foi lhe dado o direito de escolher, use-o para escolher crescer e viver como Deus quer que você viva hoje.
Estive assistindo, esses dias, um filme baseado em fatos reais que conta a história de um revolucionário espanhol. Ultimamente tenho tido a vontade de saber mais sobre pessoas que viveram por uma causa, e quando li a sinopse desse filme fiquei curioso e o comprei. Aceito indicação de outros filmes sobre o assunto.
Fico admirado com a história de homens que acreditaram em um ideal e vestiram a camisa em defesa disso. Acho interessante como algo que nasce no coração de uma pessoa ou de um grupo pequeno pode alcançar multidões. No filme que assisti, os rapazes cometiam assaltos para financiarem a expansão de seus pensamentos.
Acho interessante que pessoas que vivem por uma causa, abrem mão completamente de um estilo de vida convencional onde a preocupação é o consumismo, o comodismo, o bem-estar próprio, para gastarem sua vida inteira em defesa de um ideal. Eles nem sempre serão recompensados financeiramente por aquilo e talvez nem sejam reconhecidos pelo que buscam, mas o que importa?! Eles não lutam pela divulgação de seu próprio nome, mas pela divulgação de uma causa.
Fiquei pensando, será que não era isso que Deus queria que nós, os cristãos, entendêssemos e vivêssemos, e nós não entendemos? Será que estamos nos comportando de maneira religiosa, achando que somos grandes revolucionários porque andamos com a bíblia debaixo do braço nos finais de semana, e passamos a semana inteira em busca das mesmas coisas que todos no mundo buscam, enquanto Deus nos olha e pensa que poderíamos estar fazendo muito mais, poderíamos viver por essa causa, viver pela fé?!
O maior exemplo que temos, Jesus, disse em João 6:38 que veio não para fazer a sua vontade, mas para fazer a vontade daquele que o enviou. Jesus tinha uma vontade própria, mas decidiu viver por uma causa que ia além dele mesmo. O apóstolo Paulo é outro exemplo. Paulo diz em Filipenses 4:21, que para ele o viver seria Cristo e o morrer seria lucro. Ele não tinha mais nada que o motivasse mais a viver do que a pregação da mensagem de Cristo. Em Filipenses 3, Paulo falando sobre coisas naturais que qualquer um almejaria alcançar, diz: "7 Mas o que para mim era lucro, passei a considerar como perda, por causa de Cristo. 8 Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo 9 e ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da Lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé." A pergunta é: Será que estamos entendendo e seguindo corretamente nossos exemplos deixados?
Não sou contra a prosperidade, aliás desconheço o evangelho da miséria. Mas, aprendi que prosperidade é não ter falta de absolutamente nada enquanto percorro a carreira que me foi proposta, e não, algo que eu me concentre para conquistar. Isso, o meu trabalho pode fazer.
Não quero ser sensacionalista, mas vamos imaginar os cristãos sendo como Paulo ou como qualquer outro grupo que você conhece que vive por uma determinada causa. Imagine os cristãos unidos por um propósito sem se importar com um "tipo de vida tradicional" levada pelo mundo e imposta pela mídia. Imagine um grupo onde a única coisa que importa é a propagação do evangelho e que a medida com que mais um seja conquistado pra esse grupo, o grito vai se tornando mais forte. Imagina um grupo revolucionário, que crê no que diz, vive por isso e que ao invés de fazer somente barulho ou qualquer tipo de vandalismo, tem como sua maior arma O AMOR. Acho que o mundo já teria sido ganho, e você?
Será que não foi assim que Deus tentou nos ensinar que deveria ser?
Para refletir e opinar!
Foi publicado também em gabrielfelix.com
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Muitos homens marcaram a história, porém apenas um foi capaz de dividi-la. Após a vinda de Jesus, nós observamos dois períodos distintos - Antes de Cristo e após Cristo. Se trata de dois tempos diferentes. No evangelho nós falamos de uma antiga aliança e uma nova aliança.
Está escrito em Hebreus 8.7, o autor diz que se a primeira aliança fosse perfeita, não seria necessário procurar lugar para outra. No capítulo 7 verso 22 o autor diz que Jesus se torno a garantia de uma aliança superior. Nós vivemos no tempo de uma aliança superior a que nossos pais da fé viveram. A antiga aliança era baseada no cumprimento de leis, enquanto a nova aliança nós recebemos pela graça, mediante a fé. São coisas completamente diferentes.
Ninguém conseguirá ser salvo pelo cumprimento da lei. Leia o que diz em Romanos 3.19-20: "Sabemos que tudo o que a lei diz, o diz àqueles que estão debaixo dela, para que toda boca se cale e o mundo todo esteja sob o juízo de Deus. Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à Lei, pois é mediante a Lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado."
Nenhum homem será salvo mediante o cumprimento da lei, pois como o texto mesmo nos ensina, a lei tem apenas o papel de nos tornar conscientes do pecado. A lei foi instituída por Deus para aqueles que viveram na antiga aliança afim de que estes compreendessem o quanto eles eram pecadores e necessitados de um redentor. A nova aliança, ou o tempo em nós vivemos hoje é marcado pela graça de Deus. Nesta aliança nós entendemos o que já foi feito por nós através de Jesus na cruz, cremos e assim recebemos.
Pelo fato do homem não conseguir praticar a lei em sua totalidade durante toda a sua vida, na antiga aliança o homem sobrevivia pela misericórdia de Deus. Em Lamentações 3.22 diz que as misericórdias do Senhor são a causa de nós não sermos consumidos. Isso era tudo o que aqueles que viveram na antiga aliança poderia experimentar. Eles eram pecadores, afastados de Cristo. Eles precisavam de um redentor. Vivemos na nova aliança, ou seja, o tempo onde o redentor já veio e cumpriu seu papel. Damos glória a Deus pela sua misericórdia, mas desfrutamos também de sua graça.
Podemos dizer que a misericórdia de Deus seria o perdão, amor acima do que a lei possa exigir, e a graça seria o que ele fez a mais por nós mesmo nós não merecendo. Vou usar a parábola do filho pródigo como exemplo (Lucas 15.11-23). O filho saiu de casa, gastou o que tinha, se arrependeu e voltou pra casa pedindo perdão ao pai. Normalmente, nos dias de hoje, muitos pensariam que este filho deveria era passar por um bom castigo para que isso nunca mais acontecesse, mas o Pai o recebeu e o abraçou. Até aqui seria misericórdia, pois mesmo merecendo o castigo ou até o desprezo, o pai recebeu o filho novamente com amor. Mas não parou ai, o pai mandou seus empregado trocarem suas vestes que estavam sujas por vestes novas, lhe deu seu anel (restituiu sua autoridade) e ainda mandou preparar a festa. Isto é graça, ele fez além do que era merecido.
A misericórdia diz respeito ao caráter de Deus. A graça diz respeito ao que ele fez por nós.
Vivemos no tempo da graça, porém muitos ainda estão aguardando por misericórdia. estão aguardando que Deus olhe para eles e faça algo por eles, quando na verdade ele já o fez, já disponibilizou e espera que com nossa fé tomemos posse.
Nós não apenas pedimos para que Deus mude a vida de uma pessoa, nós pregamos a palavra a ela, falamos do amor de Deus e do que ele já fez e a levamos a crer nisso para que seja salva, pois estamos nessa nova aliança. Deus fez, disponibilizou e nós acessamos pela fé. Da mesma forma é para a cura, prosperidade, etc.
Quando Jesus foi à cruz, ele exerceu misericórdia perdoando os nossos pecados e levando nossas dores. Quando ele ressuscitou, a graça se manifestou através dele nos dando vida com ele e nos fazendo assentar juntamente com ele em uma posição de autoridade, nos fazendo templo do Espírito Santo e nos dando o direito de sermos tratados como filhos. Ele fez além do que merecíamos.








