eu


Algo que eu gosto de fazer, é estar com jovens e trabalhar com eles, até porque também faço parte deste grupo. Tenho tentado, na medida do possível, acompanhar alguns ministérios com jovens de diversos lugares, e uma coisa que me deixa intrigado é que vejo menos do que eu gostaria ver de ministérios que são voltados realmente para jovens mais adultos, entre 25 e 35 anos por exemplo. Por onde vou, vejo que o número de adolescentes dentro das igrejas são muito maiores que o número de jovens e isso me deixa meio intrigado e com uma grande interrogação na cabeça: "Onde estão os jovens cristãos?". O pior de tudo é descobrir que esse povo está lá, só não se juntam mais. Tem jovem indo a igreja e voltando pra casa sem ser notado, tem jovem na igreja que vive como quem nem está lá, tem outros que estão lá, mas quando o assunto é diversão, querem é estar com o povo do mundão. 

Acho que a liderança jovem cristã ficou tão preocupada em fazer com que a igreja não fosse tão chata para os jovens que passaram do ponto e acabaram indo um pouco além do limite. Ficaram loucos demais para alcançarem os jovens mais adultos e caíram na graça dos adolescentes. Os ministérios que surgem dia após dia falando sobre relacionamentos fizeram a cabeça dos adolescentes, e se um dia começaram falando uma linguagem jovem, talvez sem perceber, passaram a direcionar suas mensagens para que pudessem atender a demanda. 

Acho que tudo é válido e torço muito por esses ministérios. Tenho visto o quanto eles tem abençoado a vida desses jovens mais novos com seus seminários, oficinas e loucuras, mas também existe um grupo de jovens que ainda são jovens, mas só estão querendo algo que seja um pouquinho menos "louco". Procuram por alguém que fale sobre relacionamento sim, mas no que diz respeito ao preparo para o casamento ou o recém-casado, mercado de trabalho, como aproveitar sua independência moral e financeira preservando sua identidade de um autêntico cristão, preparação para o ministério, como fazer escolhas sérias da maneira correta, e que se juntem com força para fazer algo relevante. 

Permaneço torcendo por um despertar de outros ministérios de jovens adultos, e você?


Algo no qual tenho meditado durante essa semana, é que muitos não estão ouvindo o que nós temos para dizer porque ainda não os amamos como deveríamos amar.

Precisamos amar mais as pessoas e a medida que esse amor for demonstrado, as portas estarão abertas para sermos ouvidos e chegarmos com o evangelho. 

Tenho visto que são muitos os que estão preocupados com o melhor discurso a cada semana, com o crescimento da igreja de uma forma quase que empresarial, com os elogios e reconhecimentos entre nosso próprio mundo cristão, e cada vez menos preocupados em simplesmente amar pessoas. 

As pessoas estão sedentas por respostas, elas querem o evangelho, mas ao mesmo tempo estão calejadas de verem tantos que não amam, que pregam algo e não conseguem converter aquilo em atitudes. 

Onde está nossa igreja? Onde estamos nós, cristãos? Deveríamos estar nos asilos, nos orfanatos, deveríamos estar nos ocupando mais com ações sociais, cursos profissionalizantes em comunidades carentes, e muito mais. Onde amarmos desse jeito, as portas estarão abertas para que entremos com o que precisamos falar. Teremos ouvidos atentos para ouvir. 

Olho para Jesus e vejo um homem que antes de tudo tinha compaixão, amava pessoas e, esse amor, essa compaixão que o levava a realizar tantos milagres entre aqueles que o encontravam. Enquanto ele amava pessoas, ele tinha a atenção delas para pregar a mensagem. Não poderia ser diferente.

As pessoas que estão a nossa volta, sabem que estamos aqui, conhecem a existência da igreja, mas estão cansadas de ver um povo apenas comentando coisas e se fechando em suas reuniões e quando se mobilizam para sair, é muitas das vezes, para tentar convencê-las em um dia de um amor que elas não viram durante todo o ano. Não vai dar certo!

A igreja de Cristo deveria estar muito mais ocupada com essa questão de amar pessoas, e a medida que isso estivesse sendo feito, estar pronta para o grande número de ouvidos abertos para o evangelho.

O foco sempre serão vidas. Nos alinhamos ao coração de Deus quando mantemos esse foco.

Tenho buscado conhecer alguns líderes e ministérios que trabalham com jovens de diversas denominações e partes do Brasil e do mundo. A conclusão que tenho chegado é que tem sido difícil encontrar ministérios que conseguem unir uma boa base bíblica em suas mensagens e ao mesmo tempo entretenimento jovem.

Tenho visto muitos líderes gabaritados, que possuem conhecimento em liderança, psicologia, ,sociologia, sabem falar a linguagem que o jovem entende e faz do púlpito um lugar onde somente irá expor seu conhecimento e opinião sobre determinado assunto. Deixo claro que não sou contra o estudo e sei que ter um certo conhecimento sobre comportamento do público que esta lidando ajuda na transmissão da palavra, mas creio que não há nenhum tipo de conhecimento humano que possa ser mais eficiente que a Palavra de Deus.

Em outras ocasiões, tenho visto líderes que são ótimos motivadores, sabem prender a atenção do jovem, conhecem do assunto de entreter o público. Suas reuniões são sempre cheias, repletas de brincadeiras, gente bonita que chama mais gente bonita, muita música, iluminação, fumaças e festas, e nós que somos jovens gostamos mesmo disso tudo meeessssmo. Mas, em muitos casos não passa disso. O jovem entrou, se divertiu, encontrou amigos e saiu.

E para não dizer que estou querendo falar mal de um grupo ou de outro, vejo também aqueles ministérios onde o ambiente é tão "espiritual" que se torna inconcebível qualquer tipo de "parafernália" que deixaria esse mesmo ambiente mais festivo. Entretenimento nem pensar, afinal os jovens estão ali para um período intenso de oração e para sentirem a doce presença do Espírito Santo. Estes geralmente permanecem sempre com um mesmo público, pois não há atrativo para que outros pensem em visitá-los e é bem capaz que aqueles que estão fora não se sintam tão "espirituais" para permanecerem neste ambiente tão "espiritual".

Conclusão: Acredito que o grande desafio de um ministério de jovens que realmente quer ser relevante nos dias de hoje, é em primeiro lugar estar completamente alicerçado na Palavra de Deus, e conseguir agregar  conhecimento sobre o público que está lidando (jovens) e o entretenimento, buscando o equilíbrio no uso destes para a criação da oportunidade e melhor absorção da Palavra.
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